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Março Lilás: Docente da UNIFIPA alerta sobre importância da prevenção ao câncer do colo do útero

A campanha Março Lilás reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer do colo do útero, doença que ainda representa grave problema de saúde pública no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), esse é o terceiro tipo mais incidente entre as mulheres brasileiras e a quarta principal causa de morte na população feminina. A estimativa do INCA aponta milhares de novos casos por ano no país, muitos deles diagnosticados em estágios avançados, o que reduz as chances de cura e torna o tratamento mais complexo.

Docente de Oncologia Ginecológica da UNIFIPA, Dr. Guilherme Accorsi, explica quais são as principais causas para o desenvolvimento do câncer do colo do útero. “Ele ocorre, principalmente, pela presença do vírus HPV, que é transmitido sexualmente. Porém, não é apenas o contato com o vírus que leva ao câncer, mas sim quando ele permanece no organismo por muitos anos. O HPV é muito comum entre homens e mulheres, especialmente na faixa dos 20 e poucos anos. Nessa idade, o organismo costuma ser bastante eficaz e consegue eliminá-lo espontaneamente. No entanto, com o avanço da idade, principalmente após os 30 anos, o sistema imunológico pode se tornar menos eficiente e não conseguir combater o vírus. Quando ele persiste no colo do útero, pode provocar o surgimento de lesões precursoras. Primeiro ocorre o contato; se ele não é eliminado, surgem as chamadas neoplasias intraepiteliais, que são lesões pré-câncer”, ressalta.

Dr. Guilherme Accorsi também destaca a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento regular para evitar a evolução da doença. “Desde o primeiro contato com o HPV até ele se tornar persistente, passando pelo surgimento das lesões e, posteriormente, pelo desenvolvimento do câncer do colo do útero, esse processo pode levar cerca de 10 anos. Esse intervalo é justamente o que nos permite fazer o rastreamento. Por isso é fundamental que as mulheres, principalmente a partir dos 25 anos, realizem o exame de Papanicolau anualmente ou a cada três anos, conforme orientação médica, mantendo acompanhamento regular com o ginecologista. Quando o diagnóstico é feito precocemente, especialmente nas lesões iniciais, o tratamento pode ser realizado com cirurgias pequenas e de baixo risco, com altíssimas chances de cura”, lembra.

Além do exame preventivo, a vacinação contra o HPV é considerada uma das principais estratégias de prevenção. No Brasil, a vacina está disponível gratuitamente no SUS para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos em esquema de dose única. Além disso, grupos especiais, como pessoas imunocomprometidas, podem receber a vacina conforme orientação médica”, ressalta o ginecologista.

Mariana Lachi
Mariana Lachi
Mariana Lachi - Jornalista com formação em Comunicação Social e Pedagoga. Experiência em um pouquinho de tudo: TV, rádio, revista, assessoria de imprensa e jornal impresso. Atua há mais de 20 anos com mídia.
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