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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Amizade e acolhimento fortalecem paciente durante tratamento contra câncer gástrico no HCC

Morador de Catanduva, Luis Gustavo Barrionuevo, de 47 anos, viu sua rotina mudar completamente após receber o diagnóstico de câncer gástrico. Antes da confirmação, porém, os sinais já chamavam a atenção. “Eu comecei a perder muito peso e tinha uma dor na boca do estômago sempre quando eu comia. Eu me alimentava, mas doía”, relata. No início, ainda havia dúvidas sobre a gravidade do quadro, mas a dor se intensificou e passou a dificultar até as refeições. “Chegou um dia que eu não conseguia mais. Eu ia comer e doía muito. Aí eu falei: mãe, eu vou fazer a endoscopia.”

O exame trouxe a confirmação que ele não imaginava. Logo após sair da clínica, enviou o resultado para dois amigos biomédicos. Um deles foi direto ao ponto. “Eu estava sentado com a endoscopia na mão, minha mãe do lado. Ele mandou um áudio falando que era câncer gástrico. Eu nem sabia direito o que era. É um choque. A gente perde o chão”, conta Luís Gustavo.

A partir deste diagnóstico, começou uma nova etapa: encaminhamento ao Hospital de Câncer de Catanduva, realização de exames complementares e início do tratamento. “Na hora que eu entrei no HCC, todo mundo ajuda. Todo mundo é educado, da recepção ao doutor. Você se sente em casa, na verdade. Por pior que seja o diagnóstico, não pode desanimar. Não pode deixar a peteca cair. Tem que ir para cima e não deixar a doença te tomar”, ressalta.

Além da equipe multiprofissional, um fator tem sido essencial nessa caminhada: a amizade. Desde o início, amigos e familiares se organizaram para acompanhá-lo em consultas e sessões de tratamento. Entre eles, Marco Antônio Morales, amigo de longa data, tornou-se presença constante. “A amizade é tudo. É o que você mais precisa hoje no dia a dia do ser humano. Você sem amigo, você não é ninguém. Então a amizade é de acordo com tanto dificuldade como felicidade. A gente está sempre juntos. Eu acho que isso é uma verdadeira amizade”, destaca Marco.

Para Giulia Orlando, psicóloga do Hospital de Câncer, o suporte social é determinante para a continuidade do cuidado. “Quando o paciente possui auxílio com transporte, lembrete para tomar as medicações e companhia nas consultas, ele enfrenta menos barreiras em seu tratamento. Isso reduz o número de faltas, atrasos ou até interrupções. Saber que não está sozinho, que possui um amigo ou familiar para pedir ajuda, leva a uma melhor adesão ao tratamento. O suporte social é uma estratégia de enfrentamento muito importante durante um momento estressor como o tratamento de uma doença”, Lembra.

Segundo especialistas em saúde, as chances de cura do câncer gástrico estão diretamente relacionadas ao estágio em que a doença é diagnosticada, podendo chegar a 90% a 95% quando identificada precocemente, ainda no estágio inicial.

Atualmente, Luis Gustavo está na reta final do tratamento quimioterápico e já não apresenta os mesmos sintomas iniciais. A perda de peso e as dores intensas ao se alimentar ficaram para trás. Agora, ele segue focado na recuperação, fortalecido pela fé, pelo acolhimento da equipe de saúde e, principalmente, pela presença constante dos amigos e da família — apoio que, como ele mesmo resume, fez toda a diferença ao longo da caminhada. “Se não tiver a força dos amigos, não vai.”

Mariana Lachi
Mariana Lachi
Mariana Lachi - Jornalista com formação em Comunicação Social e Pedagoga. Experiência em um pouquinho de tudo: TV, rádio, revista, assessoria de imprensa e jornal impresso. Atua há mais de 20 anos com mídia.
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