O aumento expressivo no número de casos de sarampo nas Américas acendeu um alerta nas autoridades de saúde. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), houve crescimento de quase 32 vezes nos registros da doença na comparação entre 2024 e 2025. Em 2024, o continente contabilizou 446 casos. Já em 2025, esse número saltou para 14.891 confirmações, além de 29 mortes associadas à doença.
No Brasil, em 2025, foram confirmados 38 casos de sarampo. Embora o número seja pequeno em comparação com outros países da região, ele reforça a necessidade de manter altas coberturas vacinais para evitar novos surtos.
Segundo o infectologista e coordenador da CCIH/Comissão de Controle de Infecção Hospitalar dos hospitais Padre Albino e Emílio Carlos, Dr. Arlindo Schiesari Junior, a vacinação é a principal ferramenta para conter a circulação do vírus. “O sarampo é uma doença altamente contagiosa, mas totalmente prevenível por meio da vacina. Quando a cobertura vacinal cai, o vírus encontra espaço para voltar a circular. Cada pessoa não vacinada representa uma porta aberta para novos surtos”, destaca.
O especialista também alerta para as possíveis complicações da doença. “Muitas pessoas associam o sarampo apenas a manchas na pele e febre, mas ele pode causar complicações graves, como pneumonia, infecção no ouvido, diarreia intensa e até inflamação no cérebro, que pode deixar sequelas permanentes. Em casos mais graves pode levar à morte, especialmente em crianças pequenas e pessoas com a imunidade comprometida”, explica.
As autoridades de saúde orientam que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças e que adolescentes e adultos com esquema incompleto procurem uma unidade de saúde para atualização. A vacinação continua sendo a forma mais segura e eficaz de evitar complicações e mortes causadas pelo sarampo.




