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Balança comercial da região de Rio Preto acumula superávit de US$ 585,7 milhões até maio

Puxado pelo agronegócio e alimentos, comércio exterior nos 102 municípios do Ciesp Noroeste Paulista avança e consolida China e EUA como principais parceiros comerciais

A economia dos 102 municípios que compõem a regional do CIESP Noroeste Paulista segue em ritmo acelerado no comércio internacional. De janeiro a maio de 2026, a região registrou um superávit comercial expressivo de US$ 585,7 milhões. O resultado é fruto de um crescimento robusto e simultâneo: as exportações saltaram para US$ 731,9 milhões (alta de 12,7% em relação ao mesmo período de 2025), enquanto as importações atingiram US$ 146,2 milhões (avanço de 12,1%).

O avanço de dois dígitos em ambas as pontas da balança comercial sinaliza que as indústrias da região de São José do Rio Preto estão não apenas vendendo mais para fora, mas também se modernizando e adquirindo insumos para sustentar a produção.

Para o diretor de Comércio Exterior do Ciesp Noroeste Paulista, Caubi Camargo, os dados refletem a resiliência e o apetite do empresariado local. “Esse crescimento simultâneo de quase 13% nas exportações e importações demonstra o dinamismo e a forte integração global da nossa indústria. Não estamos dependendo de um único fator isolado; a região mostra competitividade, diversificação produtiva e capacidade de ampliar mercados mesmo em um cenário internacional complexo”, analisou Camargo.

O que a região vende e o que compra

O forte DNA do setor de alimentos e do agronegócio continua sendo a locomotiva das exportações da Noroeste Paulista. No topo da lista dos produtos mais vendidos para o exterior estão:

  • Açúcares e produtos de confeitaria: 32,1% das vendas externas.
  • Carnes e miudezas comestíveis: 26,5%.
  • Preparações alimentícias diversas: 11,6%.

Já no ecossistema das importações, a região buscou fora produtos para abastecer o mercado e a cadeia produtiva, com destaque para leite, laticínios e ovos (32,4%), peixes e crustáceos (29,9%) e um indicador claro de investimento em modernização: máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, que responderam por 11,3% das compras.

Parceiros comerciais: a disputa entre potências

A China consolida sua posição como o principal destino dos produtos da região, retendo 17,2% do volume exportado. Na sequência, aparecem os Países Baixos (Holanda), com 7,4%, que funcionam como a principal porta de entrada para a Europa, e os Estados Unidos, com 6,5%.

Nas importações, a configuração muda. O Chile lidera como principal fornecedor da regional (26,7%), seguido de perto pelos Estados Unidos (24,8%) e pela China (21,4%).

“Alcançar um superávit desse tamanho em apenas cinco meses confirma que a nossa região está economicamente forte e consolidada na engrenagem do comércio mundial. O Ciesp segue dando todo o suporte logístico, aduaneiro e estratégico para que mais indústrias locais cruzem as fronteiras e conquistem o mercado internacional”, finalizou o diretor Caubi Camargo.

Marcia Bernardes
Marcia Bernardeshttps://ftnews.com.br
Jornalista, 20 anos de experiência, tendo passado por diversas redações de mídia impressa em Catanduva e São José do Rio Preto. Atuou nos principais veículos do Noroeste Paulista, incluindo o jornal Diário da Região. Jornalista de formação, designer por amor.
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