Com a chegada do período chuvoso em diversas regiões do país, as mudanças bruscas de temperatura com alternância entre calor intenso, ventos e quedas repentinas de temperatura têm contribuído para o aumento dos casos de viroses e gripe. A instabilidade climática, aliada ao maior tempo de permanência em ambientes fechados, favorece a circulação de vírus e exige atenção redobrada com a saúde.
O infectologista e coordenador da CCIH/Comissão de Controle de Infecção Hospitalar dos hospitais Padre Albino e Emílio Carlos, Dr. Arlindo Schiesari Junior, explica que embora muitas pessoas utilizem os termos como sinônimos, as condições são bem distintas. “A gripe é causada especificamente pelo vírus influenza e costuma provocar um quadro mais intenso, com febre alta, dor no corpo, dor de cabeça, mal-estar importante e tosse. Em alguns casos pode evoluir para complicações respiratórias, principalmente em idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas”, ressalta.
Já a virose é um termo mais amplo, segundo o infectologista. “Chamamos de virose qualquer infecção causada por vírus. Pode ser um quadro respiratório mais leve, como um resfriado, ou até mesmo uma infecção gastrointestinal, com sintomas como diarreia, náuseas e dor abdominal. Nem toda virose é gripe, mas toda gripe é uma infecção viral. Por isso, para evitar essas e outras complicações, especialmente neste período de instabilidade climática, é fundamental higienizar as mãos com frequência, evitar compartilhar objetos pessoais, manter os ambientes ventilados e utilizar máscara quando estiver com sintomas, atitudes que ajudam a reduzir a transmissão. A orientação é que, ao perceber qualquer agravamento ou persistência dos sintomas, a população procure atendimento médico para avaliação detalhada”, reforça.
Ainda de acordo com o médico, também é fundamental manter a caderneta de vacinação atualizada, com atenção especial às vacinas contra a gripe (influenza), Covid-19 e outras que exigem reforço ou atualização conforme a faixa etária e os grupos prioritários. A imunização contribui para reduzir o risco de complicações, internações e a circulação de vírus, protegendo não apenas o indivíduo, mas toda a comunidade.




