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terça-feira, fevereiro 3, 2026
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Fevereiro Roxo amplia a conscientização sobre lúpus, Alzheimer e fibromialgia

O mês de fevereiro é marcado pela campanha Fevereiro Roxo, movimento nacional de conscientização sobre três doenças crônicas que impactam milhões de brasileiros: lúpus, Alzheimer e fibromialgia. A iniciativa busca ampliar o acesso à informação, incentivar o diagnóstico precoce e reforçar a importância do acompanhamento médico ao longo de toda a vida do paciente.

A cor roxa, símbolo da campanha, representa empatia, solidariedade e alerta social. Sua escolha reforça a necessidade de dar visibilidade a condições que, muitas vezes, não apresentam sinais aparentes, mas provocam impactos profundos na saúde, na autonomia e na rotina de pacientes e familiares.

Apesar de terem origens distintas, essas doenças compartilham desafios comuns, como limitações funcionais, alterações cognitivas, dor persistente e mudanças significativas na dinâmica familiar. Por isso, o cuidado adequado exige atenção contínua, orientação especializada e acompanhamento individualizado.

De acordo com Eduardo Silveira, médico neurologista e docente do IDOMED, reconhecer os sinais iniciais é fundamental para uma condução clínica mais eficaz. “A identificação precoce permite organizar estratégias terapêuticas mais adequadas, orientar pacientes e familiares e, em alguns casos, retardar a progressão da doença. No Alzheimer, por exemplo, perceber alterações cognitivas nos estágios iniciais faz diferença no planejamento do cuidado”, explica.

Dados recentes reforçam a relevância do tema. Segundo o Relatório Nacional sobre a Demência, divulgado pelo Ministério da Saúde em 2024, cerca de 8,5% da população brasileira com 60 anos ou mais convive com algum tipo de demência, condição que inclui o Alzheimer, com tendência de crescimento nas próximas décadas em função do envelhecimento populacional.

No caso da fibromialgia, o especialista destaca que, mesmo sem alterações estruturais visíveis em exames tradicionais, trata-se de uma condição real, caracterizada por dor crônica e impacto funcional, que exige acompanhamento médico cuidadoso. Já o lúpus, por ser uma doença autoimune sistêmica, demanda monitoramento constante e integração entre diferentes especialidades.

Embora o tratamento tenha base clínica, o cuidado pode ser ampliado com suporte emocional. Para o psicólogo Fabricio Otoboni, professor do curso de Psicologia da UniToledo Wyden, o acolhimento faz parte do processo de cuidado. “Conviver com uma doença crônica exige reorganização da vida, da rotina e das relações. O apoio psicológico contribui para que pacientes e familiares compreendam o diagnóstico, desenvolvam estratégias de enfrentamento e reduzam o sofrimento emocional ao longo do tratamento”, afirma.

A campanha Fevereiro Roxo reforça ainda a importância de procurar avaliação médica diante de sinais persistentes, como lapsos de memória, dores generalizadas, fadiga intensa ou alterações cognitivas e funcionais que interferem no cotidiano. A informação qualificada e o acompanhamento especializado são caminhos fundamentais para o diagnóstico correto, o início do tratamento e a promoção de mais qualidade de vida.

Mariana Lachi
Mariana Lachi
Mariana Lachi - Jornalista com formação em Comunicação Social e Pedagoga. Experiência em um pouquinho de tudo: TV, rádio, revista, assessoria de imprensa e jornal impresso. Atua há mais de 20 anos com mídia.
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