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segunda-feira, setembro 28, 2026
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Setembro Amarelo acende alerta para saúde mental de crianças e adolescentes

Durante o Setembro Amarelo, período dedicado à conscientização sobre saúde mental e prevenção do suicídio, a orientação é identificar sinais de sofrimento emocional e buscar atendimento quando necessário. A psiquiatra Bruna Laursen, do Hospital Geral de Taipas, na zona norte da capital paulista, explica que diferentes fatores podem estar relacionados ao sofrimento psíquico de crianças e adolescentes. Entre eles estão os impactos do período pós-pandemia, o uso excessivo de telas e redes sociais, situações de comparação social e cyberbullying, além de mudanças na dinâmica familiar e na rotina escolar. “Soma-se a isso o diagnóstico mais precoce de transtornos do neurodesenvolvimento, sobretudo na faixa de 5 a 9 anos, e mudanças na dinâmica familiar e na rotina escolar, que também pressionam a saúde mental dessa população”, ressalta a psiquiatra.

Para a psiquiatra, reconhecer precocemente sinais de sofrimento emocional pode evitar o agravamento dos quadros. “Nem toda mudança de comportamento significa necessariamente um transtorno mental, mas alterações persistentes ou muito intensas precisam ser observadas. Isolamento social, mudanças importantes no sono ou na alimentação, queda acentuada no desempenho escolar, irritabilidade intensa e falas relacionadas à morte ou à falta de perspectiva são sinais que merecem atenção”, afirma.

Onde buscar ajuda

A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do SUS reúne diferentes serviços para acolhimento, avaliação e acompanhamento de pessoas em sofrimento mental. A porta de entrada pode ocorrer pela Atenção Básica e pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), enquanto situações de urgência e emergência podem ser atendidas em serviços como UPAs, prontos-socorros e pelo SAMU 192.

Em situações de emergência, como tentativa de suicídio ou quando houver risco imediato à vida, o SAMU pode ser acionado gratuitamente pelo número 192, 24 horas por dia. O serviço realiza atendimento pré-hospitalar e pode orientar e encaminhar o paciente conforme a necessidade.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) também oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188, 24 horas por dia. O serviço é destinado a pessoas que precisam conversar e não substitui o atendimento de saúde em situações de urgência.

A organização e a oferta dos serviços da RAPS envolvem as diferentes esferas do SUS.

Mariana Lachi
Mariana Lachi
Mariana Lachi - Jornalista com formação em Comunicação Social e Pedagoga. Experiência em um pouquinho de tudo: TV, rádio, revista, assessoria de imprensa e jornal impresso. Atua há mais de 20 anos com mídia.
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