Envelhecer com saúde é desejo compartilhado por muitas pessoas e quando o assunto é a saúde do coração os cuidados precisam ser ainda mais atentos após os 60 anos. Com o avanço da idade, o organismo passa por mudanças naturais que podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial, arritmias, insuficiência cardíaca e infarto. De acordo com estudo publicado pelo National Institute on Aging, o envelhecimento provoca transformações no coração e nos vasos sanguíneos. Entre as alterações mais comuns estão a redução da capacidade do coração de acelerar os batimentos durante esforços físicos, o aumento da frequência de palpitações ocasionais e o crescimento das câmaras cardíacas, além do espessamento das paredes do órgão. Essas mudanças podem favorecer o surgimento de arritmias, como a fibrilação atrial.
Segundo a cardiologista do Padre Albino Saúde/PAS, Dra. Thais Paim, embora parte dessas alterações seja considerada natural do envelhecimento, alguns sinais não devem ser ignorados. “Entre os principais sinais de alerta estão dor ou desconforto no peito, sensação de aperto, queimação ou peso, falta de ar, cansaço excessivo ao realizar atividades simples do dia a dia, palpitações, inchaço nas pernas e tornozelos, além de episódios de tontura ou desmaios,” ressalta.
Para acompanhar a saúde cardiovascular e identificar possíveis alterações precocemente, a cardiologista reforça que alguns exames devem fazer parte da rotina de avaliação dos idosos. “Entre eles estão o eletrocardiograma, o teste ergométrico para idosos saudáveis e exames laboratoriais que avaliam colesterol, glicemia, hemograma, função renal e hepática, hormônios da tireoide e PSA nos homens. O idoso deve consultar o cardiologista ao menos uma vez por ano quando apresenta fatores de risco, como hipertensão, diabetes, colesterol elevado ou histórico familiar de doenças cardiovasculares. Já aqueles que possuem diagnóstico de hipertensão, insuficiência cardíaca, arritmias, doenças valvares ou coronarianas podem necessitar de acompanhamento semestral ou até trimestral”, lembra.
Além dos cuidados já conhecidos com a saúde do coração, a prevenção deve aliar hábitos saudáveis à prática regular de atividades físicas, sempre com orientação profissional. Caminhadas, bicicleta ergométrica, hidroginástica e exercícios voltados ao equilíbrio e à flexibilidade, como yoga e tai chi chuan, estão entre as opções recomendadas para as pessoas idosas. Também é fundamental evitar hábitos nocivos, como o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, fatores diretamente associados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Outro aspecto que merece atenção é a qualidade do sono, já que dormir bem contribui para o equilíbrio do organismo e para a manutenção da saúde cardiovascular.




